Por Olivença
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VOZ DE TRÁS-OS-MONTES
25-Fevereiro-2010
UMA PERGUNTA URGENTE:
PARA QUANDO A DEVOLUÇÃO DA NOSSA OLIVENÇA, OCUPADA POR ESPANHA?
Ana Maria Aguiar Macedo
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Durante os meus já longos anos de vida, tenho aguardado ansiosamente (eu e quantos mais?), o fim da pérfida ocupação Oliventina pela nossa vizinha Espanha, que simula ter-se esquecido de sobre tal assunto ter aposto a sua assinatura no Tratado de Viena de 1815, que ela própria ratificou em 1817.
Os anos passam e Olivença continua ocupada pelos Espanhóis.
Amnésia geral ou deliberada violação do Código de Honra que, desde sempre, obriga ao cumprimento da palavra dada, a qual, para mais, consta de um documento de tão soberana importância como é um Tratado? Será que para os Códigos Espanhóis o roubo é meritório? Tal é impossível! O que também me espanta, é a aparente apatia dos nossos governantes perante este atentado à nossa soberania.
Será que já não se estuda História? É que, no meu tempo, quem pretendesse ingressar na Diplomacia, tinha de conhecer e de estudar as razões de desentendimento que porventura existissem entre países soberanos. Pelo menos quando eu me licenciei em Direito, este era um ónus obrigatório daquela carreira. Não acredito que tal prática tenha caído em desuso.
Mas se tal tiver sucedido, eu e centenas, milhares de portugueses, exigiremos o seu regresso.
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/68293.html
Novo Fórum - 14Dez2009 18:15:05
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Estimados visitantes
Devido ao enceramento dos grupos MSN tive que tomar outras medidas.
Para o efeito criei um fórum, convido a todos a visitá-lo e a se inscreverem como membros.
SEJAM BEM VINDOS
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/67999.html
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TGV, Espanha e Olivença
ALGARVE REPÓRTER
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Opinião do Leitor
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"Não está em causa, naturalmente, a conveniência e a necessidade de serem desenvolvidas relações económicas e culturais entre países e nações distintos mas vizinhos, nem sequer o incremento de um descomprometido diálogo político entre duas realidades adjacentes, de onde podem resultar ganhos e benefícios para todos."
A falta de perspectiva estratégica evidenciada por muitos decisores políticos, acompanhada de inabilidade e ignorância cultural e histórica, conduz ao desconhecimento do interesse nacional e acarreta a este, frequentemente, prejuízos de monta.
Infelizmente, na ausência de um pensamento político-estratégico elaborado, conhecido e respeitado, tais decisores multiplicam os casos em que descuram, quando não abandonam, a defesa do bem comum dos portugueses. Veja-se, como exemplo, o compromisso assumido com o TGV dirigido a Madrid e a admissão desta cidade como capital e centro da Península.
Com naturalidade evidente, Madrid vem encantando e cativando muitos responsáveis políticos nacionais, os quais, aliciados com o novo ?Eldorado? da integração económica da Península (?Espanha! Espanha! Espanha!?, como gritou José Sócrates), aceitam - com aparente prazer - colaborar na erecção da ?Ibéria?, cujo epicentro se situa na Meseta, e na qual talvez aqueles almejem ocupar o mesquinho posto de cipaios, cantineiros ou capatazes.
Se é sintomática a argumentação ainda agora usada, a propósito da sustação do TGV, alertando para a ?incompreensão? do país vizinho, foi também significativa a disponibilidade de José Sócrates para acompanhar José Luís Zapatero na última campanha eleitoral, bem como a maneira feliz e pressurosa como então arremedou a Língua de Cervantes?
Não está em causa, naturalmente, a conveniência e a necessidade de serem desenvolvidas relações económicas e culturais entre países e nações distintos mas vizinhos, nem sequer o incremento de um descomprometido diálogo político entre duas realidades adjacentes, de onde podem resultar ganhos e benefícios para todos.
Mas já haverá de ser visto com reserva um projecto voluntarista que, beneficiando certamente Madrid e a ?Grã-Espanha?, se apresenta, na sua ambiguidade, de ganhos duvidosos para Portugal.
Tudo isto, claro, ainda no pressuposto de que os referidos decisores não estarão já conquistados - vendo em ?dón? José Luís Zapatero um novo Filipe II - para a ideia de fazer de Portugal uma grande Olivença?
A. Marques
Algarve Reporter
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/67408.html
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Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Divulgação -2009
Nota Informativa
Encontrando-se novamente o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-ministro de Portugal, na XXIV Cimeira Luso-Espanhola, em Zamora, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença lembra e faz notar o seguinte:
A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, não reconhecendo Portugal a soberania de Espanha sobre o território e considerando este, de jure, português.
Cada dia que passa torna mais premente que a Questão de Olivença, constituindo factor de desconfiança e reserva que continua a prejudicar o relacionamento entre os dois Estados, com reflexos em áreas relevantes da política bilateral, seja inscrita com natural frontalidade e sem subterfúgios - na agenda diplomática luso-espanhola.
Nas circunstâncias actuais, em que Portugal e Espanha se inscrevem nos mesmos espaços e alianças, com salutar colaboração em vastas áreas, estão afastadas as razões que tradicionalmente impediram que o assunto fosse discutido de forma adequada e nos precisos termos da Legalidade e do Direito Internacional.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 71 anos na defesa da portugalidade da Terra das Oliveiras, a pugnar pelo seu reencontro com Portugal, desafia os Governantes dos dois Estados - e, especialmente, o Primeiro-ministro português - a darem início a conversações que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, dando voz a tantos portugueses, a tantos oliventinos, apela ao Governo de Portugal para que tome a iniciativa de sustentar sem tibiezas os direitos de Portugal e espera que o Governo de Espanha se disponha a respeitar o Direito Internacional.
OLIVENÇA, TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!
Serviço Informativo do GAO.
Lisboa, 20 de Janeiro de 2009.
SI/Grupo dos Amigos de Olivença
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org - olivenca@olivenca.org
Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77 |
Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/66838.html
Ensino
- Vinte espanhóis criaram associação por uma causa
Curso de Português
desejado em Olivença
Duas dezenas de espanhóis criaram a Associação Além Guadiana para devolver a Olivença a prática da língua portuguesa, perdida nos últimos 50 anos. A criação de ementas bilingue nos restaurantes e a adopção do Português como língua curricular nas escolas são algumas das propostas.
"Está a perder-se a cultura portuguesa em Olivença. Vamos propor a criação de prospectos turísticos e ementas bilingue nos restaurantes", disse ao CM Joaquin Fuentes, secretário da Associação. A Além Guadiana foi criada em Maio num concelho onde dois mil dos 12 mil residentes ainda falam português e pretende fomentar actividades de interesse cultural, como um festival transfronteiriço.
06 Agosto 2008 - 16h10
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"Está a perder-se a cultura portuguesa em Olivença. Vamos propor a criação de prospectos turísticos e ementas bilingue nos restaurantes", disse ao CM Joaquin Fuentes, secretário da Associação. A Além Guadiana foi criada em Maio num concelho onde dois mil dos 12 mil residentes ainda falam português e pretende fomentar actividades de interesse cultural, como um festival transfronteiriço.
Numa cidade com cinco séculos de domínio português e dois de administração espanhola, a Além Guadiana tem promovido encontros entre cidadãos dos dois países. "Fizemos um almoço-convívio e um passeio de BTT onde demos a conhecer a região e muitos monumentos de origem portuguesa", acrescenta. O trabalho passa também por sensibilizar a população e os meios administrativos a preservar a "mestiçagem" da cidade.
Apesar de a língua de Camões estar presente nas escolas de Olivença, Raquel Sandes, cantora e instrumentista do grupo de música folk Acetre, acha que se pode fazer muito mais. "Temos uma escola pública a leccionar a língua portuguesa como obrigatória, mas queremos que passe a fazer parte dos currículos das escolas. Não faz sentido que seja considerada a segunda língua estrangeira", frisa.
ASSOCIAÇÃO
Fundadores
A maioria dos membros da associação tem profissões ligadas à cultura. São professores, músicos e técnicos de turismo.
Língua
No seio do grupo todos fazem um esforço para falar português nas reuniões, até mesmo os que não dominam a língua. As actas são escritas nos dois idiomas.
Informação
A associação, constituída por muitos oliventinos, disponibiliza informações sobre o grupo em: alemguadiana.blogs.sapo.pt
Pedro Galego/Susana Chambel
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/66685.html
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Tem fé ó Olivença
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A terra Oliventina hoje sob domínio de Castella continua sendo de Jure portuguesa, e por Portugal deveria ser reclamada.
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/66372.html
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Acetre
grupo musical Oliventino
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A canção "Verdegaio Brejeiro" interpretada por Acetre num concerto que teve lugar em Olivença na festa do dia da Extremadura no ano 2006. O grupo também celebrava seu 30 aniversário. A canção está incluida em "Canto de Gamusinos".
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/66122.html
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Reportagem de "The Telegraph", 19-Agosto-2006 (Olivença)
THE TELEGRAPH, 19 de Agosto de 2006
O MELHOR DOS DOIS MUNDOS, THE TELEGRAPH
Já se passaram duzentos anos desde que a cidade espanhola de Olivença deixou de fazer parte de Portugal, mas as velhas influências resistem, diz Anthony Jefferies.""Por vezes eu penso no fenómeno de pensar em duas línguas", diz António Barraso Gonzales antes de tomar um gole do seu café. "Mas na maior parte das vezes nem sequer penso nisso. É apenas uma coisa natural. Num minuto tenho pensamentos em Espanhol no meu espírito, no minuto seguinte tenho-os em Português. Os sonhos são também interessantes. Posso sonhar numa língua e então, ao acordar, relembrá-los na outra."Antonio não está só, em Olivença decerto que não. Esta pode ser uma cidade espanhola, mas pertenceu em tempos a Portugal e as velhas influências resistem. Mais de 200 anos passaram desde que os espanhóis - com a ajuda do exército de Napoleão Bonaparte - fizeram recuar a fronteira entre os dois vizinhos ibéricos. Mas um deambular pelos sossegadas ruas pavimentadas de negro e branco desta formosa cidade na ponta ocidental da Extremadura traz Portugal à memória, não Espanha.Para começar, a maior parte dos mais velhos naturais da cidade falam Português quando vão às compras ou descansam nos bancos do largo "paseo" central. Depois, está presente a arquitectura: "ondulações" de pedra manuelinas em cada frontaria das Igrejas e mesmo sobre a entrada da Câmara Municipal: torres sólidas de forma quadrada destacando-se do castelo no coração da cidade, "marcando-a" como um bastião português; e, sobretudo, as telhas. Frentes de lojas, paredes, mesmo indicações de ruas - imcluindo aquelas que assinalam a "Plaza de España - estão cobertas com os azulejos azuis e brancos que são tão intrinsecamente portugueses.No centro de dia dos pensionistas à sombra do Castelo, Antonio e os seus companheiros estão a discordar àcerca da influência cultural predominante. Ele afirma que "não há quase nada espanhol em Olivença". Maruja Antunes Gomez, presidente da associação de pensionistas, pensa de forma diferente. "Os edifícios, as telhas e os pavimentos podem ser iguais aos de Portugal, mas as pessoas são espanholas e têm orgulho nisso", diz ela. "Os jovens nem sequer falam Português. A sua única ligação é com Espanha."Susana Rodrigues e Belén Naharro não têm tanta certeza assim. Susana tem 26 anos e trabalha na Biblioteca da cidade; Belen, de 22 anos, é estudante."Há um forte sentimento português em Olivença e isso é motivo de orgulho nosso, diz Susana. "A nossa cidade é única, mas não sentimos que isso nos ponha à margem do resto da Espanha."Ambas falam um pouco de Português."É ensinada nas escolas precisamente ao longo da raya (palavra espanhola para a estreita fronteira artificial entre os dois países), porque o governo em Lisboa disponibiliza fundos. Ele não quer que a sua língua morra. Mas não o falamos como os nossos avós", diz Belén. "E todos adoramos passear até Portugal. As cidades são semelhantes e o país é muito bonito. Mas tomamos a Espanha como referência para cada influência."Legalmente, estas influências deviam ser ainda portuguesas. A Espanha assinou um Tratado em 1817 prometendo devolver Olivença, as suas aldeias circundantes e um pedaço de território junto do Rio Guadiana de que ele se apoderara 16 anos antes. Mas a devolução nunca aconteceu. A fronteira "redesenhada" está apenas a oito milhas a oeste de Olivença, e os locais atravessam-na sem hesitar um momento. Até há cinco anos atrás, quando uma ponde rodoviária foi aberta, isso era feito em barcos de passeio porque a Ponte medieval, a "Puente de Ayuda", a poucos metros da nova travessia, tinha sido destroçada durante uma das muitas guerras de fronteira, e nunca fora reparada.Antonio contou-me como, durante os anos em que Franco governava a Espanha e Salazar estava no poder em Portugal, o contrabando era difícil. Os habitantes locais atravessavam o rio pouco profundo vindos de Espanha carregados com têxteis ou produtos eléctricos, e voltavam com malas de linho, vegetais ou bacalhau salgado. "Esses foram tempos muito difíceis e o nosso comércio com Portugal era um risco para a própria vida. Havia patrulhas regulares no rio mas era fácil enganá-las. Era como um jogo."Procurando na parte velha da cidade, o que me impressiona mais é o quanto mais clara e mais limpa é Olivença quando comparada com a maioria das cidades espanholas. Depois, nota-se o barulho - ou a falta dele. Passeiem pelas ruas de qualquer cidade em Espanha fora da hora da sesta e o alto nível de decibéis pode deixá-los assustados. Em Olivença as pessoas falam baixinho... como de facto o fazem os portugueses.O passado deixou outros traços positivos. Nunca vi uma padaria espanhola com uma tão assombrosa variedade de artigos de pastelaria e maçapães como a que encontrei numa mesmo à saída da "Plaza de España". E os restaurantes abertos na cidade de 11 000 habitantes que é Olivença estão cheios de ofertas de pratos portugueses - nomeadamente bacalhau, que é o mais próximo a que um prato se pode transformar numa oferenda religiosa na Ibéria Ocidental. Então deparamos com as espantosas e "enroladas" colunas da capela da Madalena, o interior da Igreja da Madalena com azulejos do chão ao tecto e o excelente museu etnológico no interior do castelo, as suas dúzias de salas recriando a vida da cidade antes e depois de Olivença ter mudado de mãos.É fácil de compreender por que foram os espanhóis tão argutos ao alargarem as suas fronteiras até aqui. Esta é uma terra bela e viçosa, cheia de colinas delicadas e com sobreiros ("carvalhos com cortiça", no original!) disseminados pelos campos de trigo. Não há a sensação de aspereza ou uma constante luta "contra" a terra e os elementos como há na Extremadura do Norte.A limpa e pequena localidade de Táliga, algumas milhas ao sul, por uma estrada "direita como um pau" que trai origens romanas no meio de uma paisagem de vales largos e paredes de pedra árida; poder-se-ia pensar estar na Grã-Bretanha, excepto pelo quente do Sol, os zumbidos e as águias que nos apercebemos por sobre as nossas cabeças, atravessando-se no caminho de poucos em poucos minutos.Aqui, aves de rapina e cegonhas são mais comuns do que pardais. Eu observo com temor como a mais majestosa de todas elas, a águia imperial espanhola, desenha círculos sobre mim enquanto eu sou empurrado pelo vento no alto do Castelo de Miraflores.O Castelo situa-se no alto sobre a vila ("aldeia") de Alconchel, a oeste de Táliga, e domina os campos por muitas milhas em redor. Os Mouros construíram-no, os portugueses conquistaram-no há 900 anos, mas então Alconchel passou para a coroa espanhola muito antes do resto do "Campo Mayor", no qual se situa Olivença.Os meus guias não oficiais são Juan o zelador e Francisco - "84 anos de idade e ainda funciona" - cuja caminhada diária pelo lado da montanha acima coincide com a minha visita. Ele junta-se a mim no alto da torre, clamando a sua "ligação" à Espanha por sobre os ventos: "Nós não somos como as pessoas de Olivença. Nós somos verdadeiros espanhóis, não meia-raça."Ele aponta ao longe os vastos "ranchos" de gado - "dehesas" - muitos dos quais têm agora como proprietários conhecidos matadores, os novos senhores feudais. Estas "estâncias"(herdades), que muitas vezes cobrem milhares de acres, são percorridas por "toros bravos", os touros "lutadores" (de lide) que encontrarão o seu destino na arena, mas cuja vida até lá será feliz e livre de interferência humana.No caminho de regresso, descendo a colina, eu encontro um homem levando a sua ovelha a desentorpecer as pernas. Justiniano ("como o imperador romano") diz que ele passeia a sua ovelha todos os dias. "Eu sou a sua mãe. A mãe verdadeira rejeitou-a. Ela tem nove anos de idade (SIC) e todos os dias nós passeamos até ao castelo". E como se chama ela? "Dolly, como a vossa ovelha inglesa. Mas esta é natural. E ainda está viva". Justiniano não gosta do que está a suceder ao castelo. O governo provincial construiu "chalets" de madeira, vidro e ferro dentro das muralhas do castelo para dar guarida aos visitantes de fim de semana."Não há respeito pela História do Castelo. Nenhum esforço para que nada destoe", diz ele. "Os Portugueses é que fazem bem. Eles restauram os seus castelos como eram e fazem novas moradias respeitando a arquitectura antiga."Atravessando a fronteira, na maravilhosa cidade de Elvas, a velha ferida ainda sangra. "Nós não olhamos para Espanha por nenhum motivo concreto; somos bastante diferente dos espanhóis", diz Ana Valdes, dona de uma loja de brinquedos. "Nós somos mais sossegados, mais introvertidos, mas aqui nós ficamos "preocupados"( aborrecidos) por causa de Olivença e o "Campo Mayor" mesmo depois de 200 anos."É a mesma situação de Gibraltar, mas não se consegue fazer ver isso aos espanhóis. Olivença nunca voltará a ser portuguesa, mas isso não nos impede de ficarmos ressentidos com os espanóis por causa da "nossa" cidade estar nas suas mãos."Luís Simões, um polícia, é mais fleumático. "Todos nós falamos espanhol aqui porque a fronteira fica a poucos minutos de distância, ainda que não seja realmente uma fronteira. Nós temos conhecimento da sua dificuldade para aprender Português, por isso nós adaptamo-nos. Sabemos que eles têm Olivença, por isso dizemos "o que podemos fazer?" "Actualmente penso que estamos bastante invejosos do povo de Olivença. Eles pertencem à Espanha, que tem mais poder na Europa, no mundo. Mas as suas influências são portuguesas. Eles têm o melhor dos dois mundos."
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Perdoem-me de não inserir aqui a origem deste artigo, informo então que foi traduzido por um cidadão português bem conceituado, e que o original se encontra no "The Telegraph" em língua inglesa.
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/65995.html
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TRAINDO PESSOA? (EM DEFESA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA)
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«A minha Pátria é a Língua Portuguesa», disse o imortal Fernando Pessoa. Esta frase de suprema delicadeza tornou-se mote no Brasil e em Lisboa.
Em Português se exprime uma certeza, ou uma emoção, no Maputo ou em Lisboa; na mesma língua se elogia a beleza de um samba, de um fado na Madragoa!
O Português fala-se com dedicação, a Língua usa-se até para uma ofensa;; nela se exprime ódio, dúvida, e paixão.
mas... pouca gente, ao falá-la, pensa acudir, como seria sua obrigação ao Português que se fala em Olivença !
Carlos Luna 30-Março-2008
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/65776.html
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OLIVENZA La asociación Além Guadiana nace con el objetivo de potenciar la cultura portuguesa
19.04.08 - JOSÉ JAIME VEGA GONZÁLEZ
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Recientemente se ha creado en Olivenza 'Além Guadiana', asociación sin ánimo de lucro que nace con el objetivo de fomentar la cultura portuguesa en Olivenza. La denominación Além Guadiana (más allá del Guadiana), expresa una mirada mutua a uno y otro lado del río, con la cultura como nexo común. La iniciativa ha partido de un colectivo de oliventinos, consciente de la gran riqueza que atesora su patrimonio. La ciudad de las dos culturas, como habitualmente se define a Olivenza, constituye un ejemplo único en la península por su historia compartida entre España y Portugal, y un lugar donde conviven y se entremezclan con naturalidad elementos de ambas culturas. Las principales actividades de Além Guadiana son: contribuir a la promoción de la lengua portuguesa en Olivenza, realizar acciones de sensibilización, valorizar la cultura portuguesa y fomentar el intercambio cultural con Portugal y otros países de la lusofonía. El ámbito de actuación de la asociación son los municipios de Olivenza (que incluye las aldeas de San Jorge de Alor, San Benito de la Contienda, Villarreal, Santo Domingo de Guzmán, San Rafael y San Francisco) y Táliga.
La asociación ha creado un espacio virtual en la siguiente dirección: Além Guadiana
extraído do site: Hoy.es
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/65327.html
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Iníqua Guerra, das Laranjas dita, com um nome reflectindo desprezo! Ela foi o início da tua desdita e deixou o teu sentir preso!
Como todas as guerras, foi maldita, e para ti, Olivença, enorme peso, que carregas até hoje ´inda aflita, num sofrimento mudo, mas aceso!
Sacrificada foste em falsa Paz, em nome de uma trégua fútil ficaste presa em fera tenaz!
A guerra voltou, foi tudo inútil, mas até hoje, com teimosia falaz, te prendem, querendo-te dúctil!
Carlos Luna FEVEREIRO-2008 (Estremoz)
Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/65051.html
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Olivença ainda é portuguesa?
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1) INTRODUÇÃO
Olivença é quase um mito. Fala-se dela quando se fala das injúrias espanholas a Portugal. Dela se fala também como uma utopia de alguns portugueses. Na verdade, no fundo, pouco se sabe de concreto, ou, melhor, pouco se sabe de historicamente comprovado. É um tema sobre o qual quase toda a gente tem algo a dizer, mas que poucos estudaram atentamente. O melhor será, talvez, fazer um breve enquadramento histórico.
2) ORIGENS E DESENVOLVIMENTO DE OLIVENÇA
Não se sabe exactamente como nasceu Olivença. Há vestígios pré-históricos, romanos, árabes, mas mais interrogações que certezas. No início do Século XII poderia ser uma pequena aldeia. É possível que D. Afonso Henriques tenha por ali passado. Ou, pelo menos, homens seus. Por volta de 1228, passou para domínio cristão, discutindo-se ainda se foi tomada por leoneses ou por homens de Sancho II de Portugal. Sabe-se que os Templários nela estiveram. Tradicionalmente, cria-se terem sido os portugueses. Todavia, pensa-se hoje que deverão ter sido os leoneses. Um primitivo castelo e uma igreja terão sido por eles fundados. As divergências entre os Templários e a corte de Leão-Cestela afastaram a Ordem Religiosa da região. De certa forma, os Templários de Portugal viam-na como sua. Talvez por isso, e após várias polémicas fronteiriças, Olivença passasse para Portugal pelo Tratado de Alcañices de 1297. A pequena aldeia viu-lhe ser dado foral logo a seguir, e um castelo dionisino foi erguido. Veio gente povoar a nova vila. A História seguiu o seu caminho. Tal como Elvas e outras praças, Olivença foi crescendo. Fronteiriça, foi afectada por inúmeros conflitos (Guerras Fernandinas, Crise de 1383-1385, etc.). No início do Século XV, era uma povoação pujante, e no início do século XVI era a 13.ª mais povoada de Portugal. O seu apogeu verificou-se com o Manuelino, nesse mesmo século, quando foi sede do Bispado de Ceuta. Daí que nela se encontre a Catedral/Igreja da Madalena. Uma Ponte sobre o Guadiana foi então construída, ligando-a a Elvas. A Guerra da Restauração prejudicou-a, como é de calcular. Após algumas expectativas, viu-se envolvida em diversas operações militares, sendo ocupada por Espanha entre 1657 e 1668. Note-se que quase toda a sua população se negou a viver nela nesse período, só regressando em 1668, após o retorno à Soberania Portuguesa. Em 1709, a Ponte sobre o Guadiana (Ponte da Ajuda) foi parcialmente destruída, em mais um dos conflitos luso-espanhóis que abundam na História. João V visitou a vila ( e muitas das suas talhas douradas a ele se devem), mas a ponte continuou em ruínas. Até hoje. Tal como Elvas, e como praça fronteiriça, Olivença foi muito beneficiada ao longo da História, o que explica o seu espantoso património monumental.
3) A OCUPAÇÃO
Em 1801, Olivença era, na opinião de um historiador espanhol, talvez com algum exagero, comparável a Badajoz. Aí começou uma nova odisseia. Em 20 de Maio desse ano, entregou-se ao invasor espanhol, na estranhíssima Guerra das Laranjas, feita por Espanha mas manobrada por França. No fundo, esperava-se que tudo voltasse ao normal, passado o "dilúvio" napoleónico. O próprio Tratado de Badajoz desse mesmo ano de 1801 dava Olivença a Espanha, mas subentendia reservas... reservas que foram usadas por Portugal para declarar sem efeito o estipulado quando franceses e espanhóis invadiram Portugal em 1807 (Primeira Invasão Francesa). Portugal, uma vez decorridas as invasões francesas, procurou recuperar Olivença. A discussão chegou ao Congresso de Viena de Áustria (1815), onde Lisboa conseguiu que as suas alegações fossem consideradas justas. Mas.. sem sucesso, uma vez que a Espanha, apesar de assinar as Actas do Congresso em 1817, opinava não ter de devolver a povoação e o seu termo. Considerava, entre outras coisas, que a presença portuguesa em território espanhol na América do Sul (Uruguay) contrariava essa justa retroceswsão. Portugal negava-se a ligar as duas questões, ou justificava a dita presença como uma forma de pressão para reaver Olivença. Revoluções várias, na Europa (1820), e independências nas Américas, adiaram ou imposibilitaram novos acordos. Para Portugal, permaneceu o estipulado em 1815, pelo que, até hoje, considera Olivença como portuguesa "de jure", ainda que não "de facto". E... Olivença enquanto povo e povoado? Aqui, a História foi madrasta. Uma intensa espanholização se foi verificando, na toponímia, ns referências culturais e históricas, nos registos (deturpação de apelidos, por exemplo). Muitos oliventinos vieram para Elvas, ou outras localidades vizinhas. A população decresceu, e o peso relativo de Olivença diminuiu... não obstante a sua talvez demagógica elevação a cidade em 1853. Só no século XX a população voltou a crescer. Mas a espanholização continuou, e foram criadas inúmeras dificuldades a movimentos pró-portugueses que teimosamente nela se mantinham. O franquismo significou uma castelhanização ainda maior, enquanto as memórias se esvaíam. A História, escondida ou deliberadamente deturpada, deixou de ser uma Ciência em Olivença. Duzentos anos de (re)pressão e, segundo Portugal, de desrespeito pelo Direito Internacional.
4) OLIVENÇA, HOJE: O RETRATO POSSÍVEL
Hoje, Olivença tem quase 11 000 habitantes. Uma antiga aldeia sua Táliga, com menos de mil habitantes, transformou-se num município independente. O Português é compreendido e eventualmente falado por, julga-se, 35% da população. É difícil quantificar, pois há muitos de complexos de inferioridade em relação ao seu uso. A sua História não é ensinada, nem consta em livros. Procura-se que o oliventino em nada se distinga de qualquer espanhol/extremenho. Algumas iniciativas locais, mesmo amarárias, não alteraram substancialmente este aspecto. A sua monumentalidade está, todavia, muito bem cuidada, principalmente desde há trinta anos. Todavia, estão a desaparecer as velhas casas de estilo alentejano, a um ritmo preocupante, até nas próprias aldeias. Sendo o nível de vida espanhol, é um pouco superior ao português. Todavia, porque está inserida na Extremadura, a região espanhola mais deprimida, tem altos níveis de desemprego. A sua importência relativa, comparada a 1801, é muito inferior. Por outro lado, cai cada vez mais na "órbita" de Badajoz... Portugueses e espanhóis têm visões diferentes do assunto. Os espanhóis são inocentemente vítimas da inexistência de informação histórica sobre o tema no seu país. Ignoram o problema, mas dizem que Olivença está muito bem tratada e cuidada, insinuando que seria menor e estaria em "mau estado" se fosse portuguesa. Esta opinião, infundada historicamente, encontra eco em Portugal, onde alguns "especialistas", que nunca se debruçaram seriamente sobre o tema, e muito menos procuraram informação histórica consistente, mais do que opinar sobre Olivença, começam a lamentar a situação portuguesa em geral, comparando-a com a situação próspera de outros países. Um raciocínio muito comum em Portugal, que só indica uma profunda vontade de nada fazer, uma descrenç suicidária e, pior, revela que muitos portugueses esperam que terceiros venham resolver os seus problemas, desinteressadamante, talvez. Uma lógica estúpida que pode provocar muitos dissabores. Alguns portugueses sustentam as razões portuguesas sobre Olivença, ainda que alguna coniderem algo impossível conseguir-se algo. Outros consideram que é possível, e negam-se a aceitar que o tempo legitime seja o que for em Direiro Internacional ( no caso espanhol, acentuam a reivindicação tricentenária de Gibraltar omo prova disso ).
5) CONCLUSÃO (EM BUSCA DE UMA SOLUÇÃO)
A solução para este embróglio poderá estar num acordo para que seja instaurado um regime de transição por um tempo a definir, durante o qual, por exemplo, uma administração luso-espanhola reintroduzisse em Olivença o uso pleno e prático (co-oficial) do Português, bem como o Ensino da História. Poderiam estudar-se benefícios económicos, sendo certo que teriam de ser mantidas todas as regalias actuais dos habitantes de Olivença e Táliga. Após esse período de transição, poder-se-ia estudar uma resolução definitiva, negociada. Como conclusão, não resisto a lembrar algo irónico e curioso. Na verdade, a construção da Barragem do Alqueva veio tornar praticamente impossível qualquer cedência de Portugal na Questão de Olivença. Na verdade, Portugal dispõe da posse da quase totalidade das águas e das suas margens exactamente porque vários acordos, alguns da década de 1960, subentendem a reivindicação portuguesa sobre a região. A modernidade vem dar ajuda a uma questão de dois séculos...
Estremoz, 22 de Novembro de 2007, Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/64803.html
TEM FÉ, Ó OLIVENÇA
Um dia os templários, portugueses como nós, fundaram Olivença, terra de nossos avós.
D. Dinis lhe deu Foral, D. João lhe deu a torre, aqui sempre foi Portugal, e a sua história não morre.
Tem fé, oh Olivença! Ó irmã secular! Não podes cair numa descrença, (bis) verás que um dia tu vais voltar (bis)
Oh praça forte e sempre atenta, és sentinela do Guadiana! Irá ter fim um dia a tormenta, tu és lusa, não és castelhana.
Os bravos portugueses enfrentaram os espanhóis, aliados aos franceses mais os Rochas e Godóys.
Mas ganhou a opressão que esta terra usurpou e com ferros, sangue e bastão a nossa língua interditou.
Irá ter fim um dia a tormenta, tu és lusa, não és castelhana. |
Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/64766.html
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Olivença Espezinhada
por Carlos Consiglieri*
ALAMEDA DIGITAL Nº 10, Novembro/Dezembro de 2007
(Publicado originalmente no Jornal de Coruche)
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1. Foi preciso chegar aos dias de hoje para se verificar (se assim pudemos afirmar) que em Olivença, apareceram vozes, por ora, ainda, pouco assumidas a defender ideias de autonomia, dentro do quadro legal permitido em Espanha.
A verdade é que Portugal (entenda-se por Governo português) não contribuiu, de forma muito visível, para a criação de posições reivindicativas do território ao longo destes dois séculos.
Sabemos que o deveria ter feito, face às responsabilidades nacionais e que ocasiões não faltaram para tal.
Nas ausências de tomadas de posição não podemos lamentar que se esbocem, agora, no seio da sociedade oliventina, movimentações no sentido autonómico quando a Espanha revela sinais de desagregação política.
Não temos dúvidas que o aparecimento destes sintomas (que se revelarão incómodos para ambos os Governos) resultam do lento processo que fervilha em sectores da população oliventina em resultado das contradições políticas, económicas, sociais e culturais, com maior evidência entre as camadas jovens.
Estas, perante a falta de perspectivas locais (em relação as regionais e nacionais) desejam dar um passo em fiente, perante as dificuldades e os bloqueamentos que os isolam no contexto geral. Verificam, que aquele tipo de democracia pouco mais lhe dá que a liberdade em abstracto, que apesar de parecer um dom precioso, não lhes chegam dentro dos conceitos neo-liberais impostos. Desejam mudanças do sistema, com novas e actuais oportunidades de participação na sociedade. O desemprego, evidencia o carácter desarmonioso do tipo de crescimento que a Espanha tem, com a agravante que todos os aspectos negativos do tipo de desenvolvimento, se reflectem de forma mais negativa, como mal revelam os ?números? e os índices ?embastelados? nos da denominada Comarca de Olivença ? unidade territorial administrativa que integra vários ?concelhos? da Extremadura.
Talvez, possamos interpretar estas atitudes autonómicas como uma ?fuga para a frente?, com dois sentidos: mostrar descontentamento às autoridades centrais e regionais de Espanha; ou recordar o passado (que eles não conhecem bem) como ameaça ou como pronúncia de algo cujo sucesso não alcançamos neste momento.
Também sabem que do lado de cá, não poderão contar quase com nada, para além de algum companheirismo e esperança fraterna, pois o Governo de Portugal está enleado numa teia de compromissos e de dependências económicas que entravam a lucidez e as vontades de se encetar seja o que for de aproximação com Olivença e o seu povo.
Convirá, porém, reflectirmos um pouco sobre estas ideias ?autonómicas? que parecem a muitos caídas de repente dos céus. Tanto quanto se consegue saber outras ideias estão a surgir, em simultâneo, a militantes de duas estruturas políticas locais ? de oposição ao partido que tem gerido o território. É necessário dizer que estamos em cima de eleições autárquicas.
Muitos daqueles que ainda ?arranham? o português alentejano, por tradição familiar, com apelidos ou alcunhas bem nossos, apesar da aculturação forçada, estão desiludidos, diríamos mesmo amargamente desiludidos. Como reagirão perante este ?rebuçado? autonómico? É uma incógnita que convém acompanhar.
Há sinais visíveis que pelo menos estas duas forças políticas estão a movimentar-se e a seguir o exemplo do actual presidente de Câmara que tem vindo a Lisboa para se incorporar no desfile do 25 de Abril.<
Voltaremos nós mais uma vez, a encolher os ombros e a pensar que ?essas coisas? nada têm a ver connosco?
A questão de Olivença não deixou, ainda, de ser uma causa transversal na nossa sociedade e na nossa consciência nacional, apesar de ser assumida por minorias de várias ideologias. O exemplo de TIMOR poderá ser evocado.
É que se trata de defender a nossa honra, o nosso património cultural (algum dele defendido pela legislação portuguesa), a língua e as nossas tradições e, ir assim ao encontro do que muitos oliventinos pensam.
2. Há dois séculos que Olivença é espezinhada e Portugal também. Há quem afirme que é tempo suficiente para abandonarmos esta causa. Se houvesse espanhóis que fizessem o mesmo em relação a Gibraltar, muitas vozes se levantariam no país vizinho ? e, quanto a nós com razão, pois apenas passaram três séculos sobre a cedência do rochedo mediterrânico.
Não queremos aqui discutir questões que não nos dizem respeito, mas se a evocamos é para acrescentar a flagrante incoerência de Espanha ? num caso diz sim, noutro diz não!
E Olivença está espezinhada porquê?
Vejamos. Se em 1801, Olivença era tão importante como Badajoz, um século depois registava menos residentes que à data da ocupação. E, ainda, hoje a população revela índices de crescimento tão lentos que, praticamente, se mantém, em termos absolutos, no mesmo patamar demográfico.
Grande parte da fuga da população para os concelhos limítrofes do Alentejo, no século XIX, está na explicação desta estagnação. Porém, no século XX, registou-se outra fuga em massa, devido à guerra civil e à miséria que assolou a ?Província? em que inseriram administrativamente Olivença, o que forçou a uma forte corrente de imigração.
Muitos oliventinos, nessas ocasiões, optaram pelos concelhos limítrofes, particularmente, Vila Viçosa e Elvas, enquanto outros imigraram para a Catalunha e Madrid, ocultando, em muitos casos, a sua naturalidade.
Mas, o abandono no século XIX, não se deu só por parte dos trabalhadores rurais, mas também dos proprietários da terra, sobre os quais foram desencadeadas ameaças e pressões de toda a ordem.
Bastará ler uma história da Estremadura para conhecermos as violências cometidas pelas Leis de Desamortização, os roubos e as pilhagens da propriedade ? a apropriação dos baldios, dos bens da Coroa e da Casa do Cadaval, da Misericórdia e a ocupação das quintas das famílias seculares, bem como dos bens dos burgueses que através do comércio começavam a desenvolver a Vila de Olivença.
A par da pilhagem económica, assistia-se a proibição do português como língua e as escolas ? públicas e privadas - foram encerradas. A campanha contra a língua portuguesa chega a utilizar exemplos de profundo racismo ? ?a língua portuguesa é falares de preto?! A Igreja, sob a orientação do Bispo de Badajoz, assume a repressão proibindo o português nos actos religiosos. Também o ensino de história de Espanha irá provocar o desconhecimento de todo o passado oliventino, a par da falsificação de dados históricos, como hoje é corrente e premeditado.
E a repressão sobre a identidade? Com a destruição de Cartórios e Arquivos, verificou-se a adulteração de nomes e apelidos portugueses. Hoje há nomes irreconhecíveis, que não são nem portugueses nem espanhóis.
E quanto a memória colectiva? A toponímia foi modificada, os epitáfios do Cemitério de Olivença foram ultrajados, grande parte da heráldica destruída.
Quem tenha dúvidas ? investigue. Vá e veja. Indague como se processou a repressão e quantos enforcamentos houve em Olivença a culminar a diversas formas de violência.
Tudo foi feito para amordaçar a consciência, espezinhando-se a liberdade e a memória do povo oliventino.
Atentemos num exemplo. Quando se aguardava que Franco cumprisse a palavra dada a Salazar, Olivença içou a bandeira portuguesa no alto da Torre de Menagem. O incumprimento do ?trato? levou ao fuzilamento de ?uns tantos? oliventinos ...
3. ?Olivença é um caso que se resolve no próximo ano? ? disse Aznar em Lisboa, aos órgãos de comunicação social portuguesa.
Foi com este cinismo político que o antigo primeiro-ministro de Espanha respondeu. Mas, do lado de cá, o cinismo é maior porque nem respostas ambíguas ouvimos.
De facto, o Tratado de Badajoz de 1801, que concedia o território a Espanha foi denunciado (declarado ?nulo e de nenhum vigor?), pelo Manifesto de 1 de Maio de 1808. Por este acto legislativo, jamais revogado e, ainda, legalmente em vigor, a assunção da nossa soberania sobre o território passou a constituir Direito interno, enquanto tal, vinculativo.
O que, no devir histórico, encontrou sempre consagração nas constituições portuguesas, (na de 1911) e nomeadamente na actual que, absolutamente, atendeu a essa assunção, indicando que ?Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu? ? art.º 5.º - n.º 1, aspecto assinalado por vários dos nossos constitucionalistas: Jorge Miranda, Gomes Canotilho e Vital Moreira.
Proclama-se, ainda, que ?O Estado não aliena qualquer parte do território português? (art.º 5.º - n.º 3) e estabelece-se que é ?tarefa fundamental do Estado garantir a independência nacional? ( art.º 9), e ?assegurar a defesa nacional? bem como, ?a integridade do território? ( art.º 273).
Então em que ficamos? A quem cabe defender a Constituição? Ao Chefe de Estado? Aos que governam? Ou àqueles que os elegeram para nos representar?
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* Economista e Professor Universitário
NR: Consultados alguns historiadores especialistas nos anos 30, não nos foi possível encontrar a mínima evidência da combinação de Salazar com Franco sobre Olivença, citada neste excelente artigo do Prof. Consiglieri. O Autor afirma ter recorrido às Memórias de Freitas do Amaral como fonte do facto.
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/64408.html
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Incrível!
Inqualificável!
No telejornal das 20 horas de hoje, sábado, 19 de Janeiro de 2008, o chefe do Governo, José Sócrates, respondendo à pergunta de um jornalista sobre se na cimeira luso-espanhola fora discutida a questão de Olivença, disse: ?Isso é folclore?.
Este homem não revelou sentido de Estado. Nem está a defender a dignidade de Portugal.
Enquanto o governo espanhol não perde oportunidades de reivindicar a posse do rochedo de Gibraltar actualmente sob soberania do Reino Unido e o Reino de Marrocos persistentemente reclama da Espanha a devolução de Ceuta e Mellila, os governantes portugueses demitem-se do dever patriótico de exigirem da Espanha o retorno de Olivença ao seio da pátria portuguesa.
Infelizmente a atitude de cobardia face à Espanha tem sido constante. Desde governos monárquicos, passando pelos governantes da primeira república, governos de Salazar, até aos executivos que se sucederam desde 25 de Abril de 1974, todos se têm curvado, subservientes, perante os governantes espanhóis. É uma vergonha nacional. Uma desonra do Estado de Portugal.
Teria sido por esta cobardia dos dirigentes políticos nacionais que o generalíssimo Francisco Franco nutria um soberano desprezo pelos portugueses e que, mesmo na hora da morte, ousou classificar-nos de gente cobarde?
Quanto aos actuais governantes comprazem-se em se confessarem amigos dos seus homólogos espanhóis e se assumirem como simpatizantes do Iberismo.
Esta é uma situação de renúncia, de servilismo e desonra que nos deixa envergonhados perante nós mesmo e os outros povos.
Uma infelicidade que resulta de estarmos mergulhados na ?austera, apagada e vil tristeza?, citada pelo imortal poeta maior da nossa mui querida Língua.
Brasilino Godinho
extraído de: A Quinta Lusitana
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/64219.html
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SÓCRATES E OLIVENÇA
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Há jornalistas que nos fazem continuar a acreditar que a liberdade de opinião teima em resistir.
Assim sucedeu no final da XXIII Cimeira Ibérica de Braga, no dia 19 de Janeiro de 2008. Um jornalista da RTP teve a coragem de perguntar ao Primeiro Ministro José Sócrates o que pensava da presença, uma vez mais, de gente a questionar o problema de Olivença. Visivelmente surpreendido, o estadista português disse que tal presença se inseria no folclore habitual de tais eventos... esquecendo-se de referir que os "Amigos de Olivença" foram impedidos de exibir uma faixa ("Olivença é Terra Portuguesa"), salvo se a cinco (!!!) quilómetros de distância, sob ameaça de prisão. O Jornalista insistiu, referindo que talvez fosse tempo de abordar a questão em tais cimeiras. Sócrates repetiu-lhe que tal "situação" se verificava há quinze anos, e que, tal como sempre os vários primeiros-ministros o faziam, considerava tal um folclore. O profissional da Informação reformulou inteligentemente a pergunta, inquirido se, afinal, o problema de Olivença estivera ou não na agenda. O Primeiro-Ministro disse simplesmente que não.
Não chegou, pois, ao extremo de dizer que o problema não existia, o que constituiria algo grave, dada a existência de documentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com menos de dois meses, em que é afirmado claramente que Portugal nada fará que ponha em causa os Direitos de Portugal sobre a Região de Olivença. Talvez Sócrates se tenha lembrado que as águas do Alqueva são quase exclusivamente portuguesas por causa de Portugal manter esta posição. Compreende-se que, em nome do politicamente correcto, se evitem abrir feridas, de parte a parte, nestas cimeiras, embora seja muito discutível a sua real utilidade partindo destes pressupostos. Compreende-se que se façam concessões... e viu-se a rapidez com que o Governo Português prometeu mudar legislação para que os médicos espanhóis não vissem os seus carros multados em Portugal. Parece que nestas cimeiras há um estado que não deixa passar "nada em claro"(e faz muito bem !)e não adia problemas. Critérios, enfim!
É muito lamentável, todavia, a classificação de "folclore" para tais manifestações. Por um lado, faz recordar o episódio do barco português enviado a Timor com Ramalho Eanes como passageiro, que foi barrado por navios indonésios e classificado como "folclórico" por Jacarta. Sócrates, aqui, não foi feliz. Por outro lado, levanta algumas questões práticas: considerará Sócrates "folclóricas" as habituais contestações espanholas à presença britânica em Gibraltar? Ou insinuará que os "manifestantes por Olivença" deverão mostrar-se com trajes folclóricos oliventinos (alentejanos)? Talvez assim as autoridades não os impeçam de exibir uma faixa.
Devo a José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa respeito enquanto Primeiro-Ministro do meu País. Mas não sou obrigado a concordar com ele. E lamento que, falando em nome do País, produza tão infelizes adjectivações..
Estremoz, 19 de Janeiro de 2008 Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/63872.html
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Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Nota Informativa
XXIII Cimeira Luso-Espanhola
Uma Delegação do Grupo dos Amigos de Olivença estará presente em Braga, no local onde vai ter lugar a XXIII Cimeira Luso-Espanhola (Mosteiro de Tibães), em 18-01-2008, lembrando a situação litigiosa do território. Ao encontrarem-se o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-ministro de Portugal, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença dirigiu a cada uma daquelas personalidades uma carta onde assinala, em síntese, o seguinte: A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. O litígio à volta da soberania de Olivença, factor, pela sua natureza, de desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem sido a causa de muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral. Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita - com natural frontalidade e sem subterfúgios - na agenda diplomática luso-espanhola. As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional. O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 70 anos de esforços pela retrocessão do território, lança o desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio. O Grupo dos Amigos de Olivença apela ao Governo de Portugal para que leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal e aguarda do Governo de Espanha que reconheça a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas.
OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA! VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa www.olivenca.org - olivenca@olivenca.org Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77
Lx., 17-01-08. SI/Grupo dos Amigos de Olivença
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/63567.html
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AS LACUNAS DA MEMÓRIA NOS 200 ANOS DAS INVASÕES FRANCESAS
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Recordam-se, neste ano de 2007, os duzentos anos das Invasões Francesas. Eis algo que, esperemos, dê azo a grandes reflexões sobre a História de Portugal.Tefiro-me a uma História sem complexos. Porque, neste campo. continuam a existir muitos complexos.
Um deles reside no facto de pouco se falar na revolta popular generalizada do povo português contra o ocupante gaulês, em 1808. Ela foi geral, e percorreu quase todo o País. O problema é que teve aspectos considerados bárbaros para os meis sensíveis. E, como no seu ódio contra quem pilhava e roubava Portugal se viam como inimigos também os ideais liberais, a História, escrita principalmente por liberais, vitoriosos em 1820, e definitivamente em 1834, resolveu falar pouco disso. Bastará ler alguns livros, pouco citados e quase nunca reeditados, para compreender o que foi um povo em fúria a lutar contra um ocupante opressor e contra os seus colaboradores "internos". è o caso da "História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal", de José Acúrsio das Neves. Ou de "El-Rei Junot, de Raul Brandão".
Dir-se-ia que algumas elites apanharam um valente susto. E, pelos vistos, ainda não se sentem à vontade com o tema. Ao ponto de investigadores estrangeiros pensarem que não houve revolta. Houve, sim. Cega, reaccionária porque contra tudo o que o invasor representava, desumana com excepções pontuas. O que não se pode fazer é História (com "H" maiúsculo) omitindo o que não convém. Esperemos que os duzentos anos façam algo para recuperar este passado. Que poderá não ser bonito, mas que existiu, e foi uma manifestação colectiva, das mais importntes da História do Povo Português.
Outro complexo está em deliberadamente esquecer o que se poderá considerar como uma pré-invasão francesa. Há até quem lhe chame Primeira Invasão francesa. O "caso" passou-se em 1801, e anvolveu uma invasão espanhola, manobrada por Paris. Dela resultou a ocupação de Olivença... curiosamente, o último vestígio palpável de toda aquela época, uma vez que subsiste um conflito diplomático até hoje.
A História é simples. A Revolução Francesa, de início, é bem aceite em Portugal, salvo pelo Poder. Mas, com as Reformas democráticas, e principalmente com o início da Expansão francesa, as coisas mudam. A morte do Rei Luís XVI lançou o pânico. Toda a Europa se coligou contra a França. Neste contexto, Portugal vai participar, em 1793, como um exército auxiliar da Espanha, nas, tantas vezes esquecidas, Campanhas do Rossilhão e da Catalunha. É nessa altura que surge Manoel Godoy, "primeiro-ministro" de Espanha. Em plenas campanhas, assina a Paz com a França (1795), ganhando o título de "Príncipe da Paz". Todavia, Portugal foi esuqecido pelo seu aliado. Continua, teoricamente, em guerra com a França. Abre-se, até 1801, um período de uma complexidade extraordinária. Portugal procurava a paz, usando a Espanha como medianeira, mas em vão. A partir de 1799 mais se complica a situação portuguesa. Napoleão procurava alargar o Domínio Francês. Em 1801, Bonaparte, nomeia um exército para invadir Portugal, sob o comando do general Leclerc.
Godoy, todo poderoso em Espanha, viu na invasão de Portugal uma oportunidade de brilhar ainda mais (?),e convence Napoleão a deixar que seja ele a comandar a invasão do Alentejo à frente de um exército espanhol. Os franceses ficaram estacionados ao longo da fronteira, em Ciudad Rodrigo.
Esta invasão, denominada Guerra das Laranjas, para muitos não é mais do que a primeira invasão francesa. Quase sem luta todo o Alentejo, mesmo porque havia a sensação de que se estava a lutar por "estranhos ao conflito", como "carne para canhão". As negociações de paz em Badajoz, levaram à devolução de todas as Praças a Portugal, salvo Olivença. Nestas negociações estavam, também, representados os franceses, que se sentiram defraudados, e negaram-se a subscrever o texto. Este apresentava lacunas várias, que Portugal considerou depois conduzirem à sua nulidade. Como disse Pinheiro Chagas, o tratado de Badajoz quebra-lhe «nas mãos a arma de que se estava servindo nas suas negociações com a Inglaterra».
Perante isto, é natural que muitos considerem a invasão de 1801 como a primeira invasão francesa. O que é indesmentível é que a "Questão de Olivença" está ligada a este período da nossa História. O que muitos continuam a esquecer, a omitir, e negar (?), mas principalmente a desprezar. Esperemos não ter de esperar mais cem anos, enquanto povo, para ver estas questões tratadas com verdade e sem complexos....
Estremoz, 26-Novembro-2007 Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/63355.html
Salvar o português em Olivença
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Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola (1801), o Português foi proibido em Olivença, inclusivamente nas Igrejas.
Todavia, ele foi sobrevivendo, numa deliciosa toada alentejana, que logo as autoridades, vigilantes, classificaram como "chaporreo", palavra de difícil tradução (talvez "patois"; talvez "deturpação"), que criou complexos de inferioridade nos utilizadores, levando-os, cada vez mais, a usar a Língua Tradicional apenas a nível caseiro, dentro do aconchego do lar. Mesmo com esses condicionalismos, depois de duzentos anos de pressão, ela é entendido e falado por cerca de, pelo menos 35% da população, segundo cálculos da União Europeia (Programa Mosaic).
Como sucede, contudo, neste casos, em qualquer ponto do Globo, o Português foi perdendo prestígio. Não sendo utilizado nunca em documentos oficiais, na toponímia (salvo se traduzido e deturpado), ou em qualquer outra situação que reflectisse a dignidade de um idioma, manteve-se, discretamente, por vezes envergonhadamente.
A ditadura franquista piorou a situação. Nas décadas de 1940, 1950, e 1960, era raríssimo, mesmo impossível em alguns casos, encontrar professores, polícias, funcionários em geral, que fossem filhos da terra oliventina, na própria Olivença.
Colonizadores inconscientes, peões numa política geral de destruição das diferenças por toda a Espanha. Por ironia da História, alguns desses cidadãos "importados", com muito menos complexos que os naturais porque não tinham, quaisquer conflitos de identidade, ou os seus filhos, puseram-se a estudar os aspectos "curiosos", "específicos", da cultura oliventina, acabando por produzir trabalhos de valor sobre a cultura da sua Nova terra, que podem chamar para sempre, e sem contestações, de Terra Mãe, por adopção, por paixão, ou já por nascimento.
A Democracia abriu algumas novas perspectivas, mas os fantasmas não desapareceram de todo. Alguns cursos de Português foram surgindo, com maior ou menor sucesso. Por vezes ao sabor de questões políticas, como durante a Década de 1990 . Em 1999/2000, continuando em 2000/2001, a Embaixada de Portugal em Madrid, e o Instituto Camões, passam a apoiar o apoiar o ensino do português no Ensino Primário em todas as Escolas de Olivença. Incluindo as Aldeias. Apenas Táliga, antiga aldeia de Olivença transformada no Século XIX em município independente, está ainda de fora deste projecto, para o qual foram destacados, primeiro três, depois quatro professores portugueses.
É urgente acudir a Táliga, onde só 10% da população ainda tem algo a ver com a Língua de Camões. Foi dado um primeiro e importante passo. Mas não se tem revelado suficiente. O Estado Português deverá tentar influenciar mais a tomada de outras medidas, dada até a sua posição sobre o Direito de Soberania sobre Olivença: o ensino da História (que não é feito em parte nenhuma em Olivença), por exemplo: a utilização prática da Língua, em documentos oficiais, toponímia, etc.; a continuação do Estudo do Português até níveis de ensino mais avançados; e tantas coisas mais que se poderiam referir!
Acima de tudo, é preciso dar ao Português dignidade... e utilidade. Revalorizar o Português que sobrevive, o qual, por ser uma variante da fala lusa regional do Alentejo, é vítima de comentários pouco abonatórios. Deve-se "fazer a ponte" entre as velhas gerações e os jovens alunos. Ensinando-lhes, por exemplo, a partir de exemplos da velha poesia popular e erudita oliventina, no idioma de Camões, e que é ainda, graças a recolhas etnográficas e a alguns poetas populares vivos, suficientemente conhecida para tal. Porque, sem perceberem que estão a dar continuidade à cultura dos seus avós, os jovens oliventinos dificilmente compreenderão que aprender a língua lusa é muito diferente de aprender uma língua estrangeira (Inglês, Francês, Alemão). É preciso dizer claramente que o Português é imprescindível para que as novas gerações compreendam o que as gerações anteriores quiseram transmitir.
Por tudo isto, a situação actual não é famosa. Há estudos recentes que falam em "declínio do Português em Olivença", no seu uso coloquial, como um trabalho da Professora Maria de Fátima Resende Matias, da Universidade de Aveiro. Como dizia um jovem oliventino (Junho de 2007), a este respeito, «isto é uma verdadeira tragédia; depois de pouco mais de 200 anos, o português vai desaparecer em Olivença; a alma dos povos é a lingua; a lingua é a memória, é tudo; em Olivença vam ficar sómente as pedras, as fachadas, do que foi o seu passado português; Nao há nada mais triste que conhecer que o fim vai chegar e ninguém fiz[fez] nada para evitá-lo; ninguém compreende que a morte do último luso-falante vai ser a morte da alma portuguesa, o fim de gerações falando português nas ruas, nas moradias, no campo oliventino, ao longo de mais de sete seculos?». E continua: «O artigo da senhora Fátima Matias explica perfeitamente as razoes e o contexto da agonia do português em Olivença; mas... agora já não há ditadura; Deveriamos ficar orgulhosos de ter esta riqueza linguística e procurar a defesa e o ensino do português oliventino; (...) e, um pouco também, o Estado português é também responsavel; com independência de questões de índole soberanista, deveria implicar-se na promoção do português em Olivença e nao sómente não reconhecer [a soberania espanhola] e não fazer nada.» Pode-se aplaudir o que se faz hoje, mas é imprescindível algo mais: faça-se um estudo do Português-Alentejano falado em Olivença, e ligue-se o mesmo ao Português-Padrão ensinado nas Escolas, de modo a fazer a ligação entre as gerações e produzir uma normal continuidade que deveria naturalmente ter ocorrido. Assim se corrigirá a distorção introduzida pela pressão do Castelhano. Este estudo pode ser feito por quem se mostre capaz de o fazer: portugueses, mas também alguns especialistas e linguistas extremenhos. A nenhum Estado (Portugal ou Espanha) se poderá perdoar deixar morrer uma cultura !
O aspecto político da questão, que existe, pode ser secundarizado ao máximo.O Primeiro passo poderão ser umas Jornadas, ou um Congresso, sobre o tema, que reuna a participação de especialists e autoridades das mais diferentes origens, unidos pela sua boa vontade...
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/63173.html
Língua Portuguesa: Galiza quer integrar lusofonia, Academia formalizada em 2008
6 de Outubro de 2007, 22:04
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Bragança, 06 Out (Lusa) - A região espanhola da Galiza quer fazer parte da Lusofonia e participar nos acordos sobre a língua portuguesa, através de uma academia que será formalizada no próximo ano.
O anúncio foi feito hoje em Bragança no encerramento do VI Congresso da Lusofonia por um dos promotores da iniciativa, Ângelo Cristóvão, secretário da Associação Amizade Portugal/Galiza.
Este organismo está envolvido no projecto de criação da Academia Galega da Língua Portuguesa, que será apresentado segunda-feira na universidade de Santiago de Compostela, na Galiza.
Aquele responsável lembrou que a Galiza já participou como convidada na discussão dos acordos ortográficos em 1986 e 1990, mas não de uma forma institucional e pretende agora dar continuidade a esse trabalho participando como observadores ou mesmo como representantes no Instituto Internacional de Língua Portuguesa e outros organismos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Segundo disse, a nova academia deverá ser oficializada no próximo ano e será constituída por 35 académicos, entre os quais pretende ver também alguns portugueses.
Nas relações entre Portugal e Espanha o académico português Malaca Casteleiro defendeu que a língua portuguesa pode ser a solução para o diferendo com quase dois séculos entre os dois países pela disputa do território de Olivença.
"Portugal devia era defender que tivessem dupla nacionalidade e disponibilizar o ensino da língua portuguesa no território", defendeu.
Neste congresso foi ainda entregue o primeiro prémio da Lusofonia, no valor de 1500 euros, instituído pela Câmara de Bragança, que apoia o evento.
Entre 93 trabalhos oriundos de Portugal, Brasil, Canadá e Espanha, o vencedor foi Pedro Baptista, de Coimbra, com um trabalho de poesia "Nove ciclos para um poema", desenvolvido a partir de pequenos trechos de autores dos nove países da lusofonia.
HFI.
Lusa/fim
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/62893.html
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VINAGRETE (sec. Opinião) IBERISMOS
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José Saramago provocou reacções demasiado vivas à ideia da união de Portugal com Espanha, numa nova Ibéria - que deveria ser naturalmente uma República, com as famílias reais dos dois países remetidas para os compêndios de História.
Os iberismos têm tradições em Portugal: defendem a predominância das regiões periféricas da Península perante o tradicional imperialismo do centro castelhano. São bem aceites por Madrid, que não acredita na predominância periférica, e pelas periferias espanholas, que acreditam.
Mas Espanha nunca conseguiu integrar as suas regiões mais ricas e importantes, como a Catalunha ou o País Basco (para já não falar da Galiza). Como iria integrar uma Nação que é muito mais antiga, com uma cultura forte e una?
Aos que esperam da União riqueza, desenganem-se. Se Portugal se integrasse, como a 18.ª Província, ou Autonomia, passaria logo a ser a 5.ª mais rica do novo Estado ( a seguir à Catalunha, País Basco, Madrid e Valência).
Teríamos de contribuir para as 13 regiões mais pobres - como o fazem, muito contrariados, a Catalunha, o País Basco e Valência. Também a qualidade dos políticos não melhoraria: nem os espanhóis parecem melhores, nem perderíamos autonomamente a nossa classe dirigente.
Quanto ao mais, somos hoje todos europeus - mas com culturas distintas, apesar da fúria normalizadora de Bruxelas. Que, se tiver sucesso, acabará (dentro de muitos anos, espero) por apagar todas as fronteiras do Continente, incluindo as ibéricas.
P.B.(talvez Pilar Busto; TALVEZ!!!)
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/62525.html
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Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Divulgação 07-2007
O Tratado de Viena na TSF
A passagem de mais um aniversário do Tratado de Viena, que reconheceu plenamente os direitos de Portugal sobre Olivença e determinou a sua devolução por parte do ocupante, é tema em apreciação no programa da TSF «Mais Cedo ou Mais Tarde», a emitir no próximo dia 8 de Junho (sexta-feira), após as 14:00 horas, com a presença em estúdio do Presidente da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença.
Lisboa., 07-06-2007 A Direcção/Grupo dos Amigos de Olivença
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa www.olivenca.org - olivenca@olivenca.org Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77
extraido do blogue: Jornal de Olivença
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/62216.html
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20 DE MAIO de 1801 " Manter viva a memória"
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Para Relembrar o que de negro tem a História de Portugal, nasceu mais um espaço a lembrar nossos políticos dos direitos que Portugal tem e "eles" não reclamam.
visite o blogue: Olivença é território português
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Fonte: https://porolivenca.blogs.sapo.pt/61988.html
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Anedotas
Atenção, este ano não vai haver feriado em Lisboa no dia 13 de Junho. Parece que o Santo António foi apanhado com um menino ao colo, e vai prestar declarações ao DIAP nesse mesmo dia
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